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Pedreiro adapta cano em perna amputada para trabalhar

Foto: Robson Fracaroli

Fernando Ramos Leonel, 34 anos, adaptou canos de PVC como se fosse uma prótese, para trabalhar

O dia de ontem foi de esperança na vida do pedreiro Fernando Ramos Leonel, 34 anos. Ele recebeu inúmeras ligações de pessoas perguntando como poderiam ajudá-lo a comprar uma prótese para sua perna direita. Leonel utiliza uma “prótese” feita com cano PVC, e mesmo assim trabalha na construção civil.
Há um mês ele fez pedido de uma prótese pelo Sistema Único de Saúde, porém, em média são cinco meses de espera para tirar o molde e outros cinco meses para o aparelho ficar pronto. 
“Fiz pesquisas, uma prótese custa no mínimo R$ 10 mil. Com R$ 20 mil compraria uma que atenderia minhas necessidades. Penso em fazer uma rifa, um bingo ou coisa parecida para conseguir esse dinheiro. O problema é que todas as minhas economias e de minha família se foram com o tratamento”, disse Leonel.
MUDANÇA DE VIDA - Fernando Ramos Leonel sofreu um acidente e teve a perna amputada a partir do joelho. A ideia de improvisar uma “prótese” com cano PVC surgiu em uma conversa com seu irmão. O pedreiro reclamava da dificuldade de se adaptar com as muletas e queixava-se por não poder trabalhar.
Sua vida tinha mudado radicalmente após passar por um tratamento de quatro meses em hospitais e outros dois meses fazendo tratamento em casa. Todo o trabalho não deu o resultado esperado e no mês de agosto aconteceu a amputação.
Já sem dinheiro e não podendo trabalhar o pedreiro entregou a casa que pagava aluguel. Não restou outra alternativa e ele e a esposa voltaram a morar na casa de sua mãe, que é professora e dá suporte ao casal. 
“Não me conformava de ficar parado. Queria voltar a me sentir útil e trabalhar. Tinha dificuldades para me locomover com muletas. Em uma conversa com meu irmão surgiu a ideia de fazer a prótese com cano PVC. Na hora ele foi comprar o material e fizemos esse material que estou usando”, disse Leonel. 
GUERREIRO - O pedreiro sofreu um grave acidente no dia 17 de março deste ano, na BR-376, próximo ao trevo de Alto Paraná. Neste dia, voltava de Nova Esperança onde tinha comprado uma moto, quando foi atingido por um caminhão - o motorista não parou para prestar socorro.
Sua história ficou conhecida depois que o radialista Pedro Machado ficou sensibilizado ao ver o pedreiro chapiscando o muro de uma residência no Distrito de Sumaré, trabalhando com a “prótese” improvisada, feita com cano de plástico, um cotovelo de PVC e uma fita adesiva.
Ontem, Leonel mostrou como usa o material, que não é adequado e provoca fortes dores ao final do dia. O pedreiro tem que tomar remédio para poder suportar a dor e dormir. Antes de acoplar o cano, enrola duas faixas na perna para proteção. Em seguida, usa uma fita adesiva para dar mais firmeza para poder se locomover.
AJUDA - O pedreiro possui uma conta na Caixa Econômica Federal de Paranavaí para receber doações que serão usadas para comprar a prótese. “Não estou passando necessidade de comida ou algo parecido. Só gostaria de ter ajuda para voltar a poder ter a minha vida de volta. A compra dessa prótese será o início de uma longa caminhada que terei que dar. Terei que me readaptar, mas tenho certeza que assim como Deus me deu uma chance é porque algo de bom ainda está por vir em minha vida”, concluiu Leonel.
O pedreiro e sua esposa estão morando no Distrito de Sumaré. As pessoas que quiserem ajudar a comprar a prótese podem entrar em contato através dos telefones (44) 99178-5806 (Vivo) e (44) 99878-4214.
Fonte: Diario do Noroeste

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